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Glossário

Inglês na prova, português na cabeça

A prova é em inglês. Aqui cada termo aparece com o nome oficial, a tradução e uma explicação curta em português.

  • Enterprise
    Empresa

    Um conjunto de organizações com metas em comum. Pode ser uma corporação, uma divisão ou um departamento, e incluir parceiros.

    💡 Não é só a companhia inteira com um único CNPJ, nem só a TI.

  • Architecture
    Arquitetura

    Tem dois sentidos: a descrição formal de um sistema, e a estrutura dos componentes com suas relações e os princípios que guiam o desenho e a evolução.

    💡 A prova cobra os dois sentidos: o retrato e a estrutura.

  • Architecture Domain
    Domínio de arquitetura

    Cada um dos quatro tipos de arquitetura: Negócio, Dados, Aplicação e Tecnologia.

    💡 Dados e Aplicação juntos formam os sistemas de informação (Fase C).

  • Baseline Architecture
    Arquitetura de base

    A arquitetura existente, antes do trabalho de arquitetura. É o ponto de partida da transformação.

    💡 Não confunda com a linha de base de cronograma de projeto.

  • Target Architecture
    Arquitetura alvo

    A arquitetura que se quer alcançar ao fim da transformação.

  • Transition Architecture
    Arquitetura de transição

    Um estado intermediário e estável entre a base e o alvo, que já entrega valor por si só.

    💡 Arquitetura não é uma foto: é um filme com base, transições e alvo.

  • Architecture Landscape
    Panorama da arquitetura

    A visão da arquitetura em uso na organização em um ponto no tempo. Tem três níveis: estratégica, de segmento e de capacidade.

  • Strategic Architecture
    Arquitetura estratégica

    A direção da organização, em alto nível e longo prazo. É o zoom dos executivos e dos investimentos.

  • Segment Architecture
    Arquitetura de segmento

    Descreve uma área da organização, no nível de programas e portfólios.

  • Capability Architecture
    Arquitetura de capacidade

    O nível mais detalhado do panorama: descreve como entregar uma capacidade específica.

  • Architecture Scope
    Escopo da arquitetura

    Delimitado por amplitude (breadth), profundidade (detalhe), horizonte de tempo e domínios de arquitetura.

    💡 Definir o escopo é, antes de tudo, escolher o que ficar de fora.

  • Partitioning
    Particionamento

    Divide o panorama em partes gerenciáveis, por assunto, por tempo ou por maturidade. Muda a largura, e não a profundidade.

    💡 Não confunda com abstração: partição escolhe o pedaço.

  • Level of Abstraction
    Nível de abstração

    O mesmo assunto em níveis de detalhe: conceitual (o quê), lógico (como, sem produto) e físico (com produto e tecnologia escolhidos).

    💡 Abstração escolhe a profundidade, partição escolhe o pedaço.

  • Building Block
    Bloco de construção

    Uma peça reutilizável da arquitetura: uma capacidade de negócio, de TI ou de arquitetura. Pode ser de arquitetura (ABB) ou de solução (SBB).

  • Architecture Building Block (ABB)
    Bloco de construção de arquitetura

    Captura os requisitos da arquitetura e orienta a especificação dos SBBs. Não amarra produto nem fornecedor.

    💡 O ABB sobrevive à troca de produto.

  • Solution Building Block (SBB)
    Bloco de construção de solução

    O componente concreto que implementa o que o ABB descreve. É específico de produto ou fornecedor.

    💡 Citar produto no requisito transforma o ABB em SBB cedo demais.

  • Artifact
    Artefato

    Descreve um aspecto da arquitetura. É um catálogo, uma matriz ou um diagrama.

  • Deliverable
    Entregável

    Produto de trabalho formalmente especificado, revisado e aprovado pelos stakeholders. Reúne artefatos.

    💡 A peça se reutiliza, o desenho descreve, a entrega se aprova.

  • Catalog
    Catálogo

    Uma lista de elementos do mesmo tipo, como aplicações ou processos.

  • Matrix
    Matriz

    Mostra a relação entre dois tipos de elemento, como aplicações por capacidades de negócio.

  • Diagram
    Diagrama

    Representação gráfica dos elementos e das ligações entre eles.

  • Architecture Content Framework
    Framework de conteúdo de arquitetura

    A estrutura que organiza o conteúdo de arquitetura em entregáveis, artefatos e building blocks.

  • Enterprise Metamodel
    Metamodelo da empresa

    Define os tipos de elementos e as relações entre eles, para que os artefatos se conectem em um só modelo.

  • Architecture Repository
    Repositório de arquitetura

    Onde ficam guardados os ativos de arquitetura. Tem partes como metamodelo, panorama, bibliotecas e registro de governança.

    💡 O repositório responde onde está. O continuum responde como se classifica.

  • Enterprise Continuum
    Continuum da empresa

    Modelo para classificar ativos de arquitetura e de solução, do genérico ao específico da organização.

  • Architecture Continuum
    Continuum de arquitetura

    O lado do continuum que classifica arquiteturas e ABBs, de fundamentos até arquiteturas específicas da organização.

  • Solutions Continuum
    Continuum de soluções

    O lado do continuum que classifica soluções e SBBs, que implementam as arquiteturas.

  • Standards Library
    Biblioteca de padrões

    Parte do repositório com os padrões e as especificações que as novas arquiteturas devem seguir.

  • Reference Library
    Biblioteca de referência

    Parte do repositório com guias, modelos de referência e templates usados para criar arquitetura.

  • Governance Log
    Registro de governança

    Parte do repositório que guarda o registro das atividades de governança: decisões, avaliações e dispensas.

  • Stakeholder
    Parte interessada

    Indivíduo, equipe ou organização com interesse no resultado da arquitetura.

  • Concern
    Preocupação

    Um interesse relevante para um ou mais stakeholders, como segurança, custo ou desempenho.

  • Viewpoint
    Ponto de vista

    O molde que define como construir e usar um tipo de visão, e para quais preocupações ela serve.

    💡 Viewpoint é o molde. View é o resultado.

  • View
    Visão

    A representação da arquitetura que responde às preocupações de um grupo de stakeholders, gerada a partir de um viewpoint.

  • Key Players
    Parceiros-chave

    Stakeholders com alto poder e alto interesse. Devem ser envolvidos de perto, em cada decisão importante.

  • Keep Satisfied
    Manter satisfeitos

    Stakeholders com alto poder e baixo interesse. Mantê-los satisfeitos, sem sobrecarregá-los.

  • Keep Informed
    Manter informados

    Stakeholders com baixo poder e alto interesse. Informá-los com regularidade.

  • Minimal Effort
    Esforço mínimo

    Stakeholders com baixo poder e baixo interesse. Basta acompanhar, com esforço mínimo.

  • Communications Plan
    Plano de comunicação
    Fase A

    Define quem recebe o quê, quando e como, para cada grupo de stakeholders. Surge na Fase A.

  • Architecture Development Method (ADM)
    Método de Desenvolvimento de Arquitetura

    O ciclo do TOGAF: uma preparação, oito fases em ciclo e a gestão de requisitos no centro. É iterativo e adaptável, e não uma cascata.

    💡 Cada fase tem objetivos, entradas, passos e saídas.

  • Preliminary Phase
    Fase Preliminar
    Fase P

    Prepara a organização: capacidade de arquitetura, princípios, modelo de atuação e framework adaptado. Não desenha a arquitetura.

  • Phase A: Architecture Vision
    Fase A: Visão da Arquitetura
    Fase A

    Define escopo, stakeholders e valor e produz a visão de alto nível. Responde: vale a pena, e dá para fazer?

  • Phase B: Business Architecture
    Fase B: Arquitetura de Negócio
    Fase B

    Descreve a arquitetura de negócio de base e alvo e a lacuna entre elas.

  • Phase C: Information Systems Architectures
    Fase C: Arquiteturas de Sistemas de Informação
    Fase C

    Trata dados e aplicações. A ordem entre os dois domínios é escolha do projeto.

  • Phase D: Technology Architecture
    Fase D: Arquitetura de Tecnologia
    Fase D

    Descreve a tecnologia que sustenta aplicações e dados, sem se prender a produto e fornecedor.

  • Phase E: Opportunities and Solutions
    Fase E: Oportunidades e Soluções
    Fase E

    Agrupa lacunas em pacotes de trabalho, identifica arquiteturas de transição e gera a versão inicial do roadmap.

  • Phase F: Migration Planning
    Fase F: Planejamento da Migração
    Fase F

    Finaliza o roadmap e o plano de implementação e migração, com valor, custo, risco e dependências.

  • Phase G: Implementation Governance
    Fase G: Governança da Implementação
    Fase G

    Garante que a implementação siga a arquitetura, com contrato de arquitetura e revisões de conformidade.

  • Phase H: Architecture Change Management
    Fase H: Gestão de Mudanças da Arquitetura
    Fase H

    Mantém a arquitetura viva: monitora mudanças e decide entre ajuste e novo ciclo do ADM.

  • Requirements Management
    Gestão de Requisitos
    Fase R

    Fica no centro do ADM e serve todas as fases o tempo todo. Não é uma fase em sequência.

    💡 Requisito novo pede sempre a mesma pergunta: o que muda?

  • Request for Architecture Work
    Pedido de Trabalho de Arquitetura
    Fase A

    O pedido do patrocinador que abre o ciclo: quem pede, metas de negócio, requisitos, restrições e orçamento.

  • Architecture Vision
    Visão da Arquitetura (documento)
    Fase A

    Descrição de alto nível do que se quer alcançar e do valor entregue. Sustenta o Statement of Architecture Work.

    💡 Pede, imagina, combina: Request, Vision, Statement.

  • Statement of Architecture Work
    Declaração de Trabalho de Arquitetura
    Fase A

    O acordo aprovado: escopo, abordagem, plano, papéis e critérios de aceitação. Autoriza o desenho nas fases B, C e D.

  • Architecture Definition Document
    Documento de Definição da Arquitetura
    Fase B

    Entregável que descreve as arquiteturas de base e alvo e as lacunas. Cresce ao longo das fases B, C e D.

  • Architecture Requirements Specification
    Especificação de Requisitos da Arquitetura

    Registra os requisitos de arquitetura, as medidas de sucesso e as restrições. Acompanha o ADM inteiro.

    💡 Requisito bom é o que dá para medir.

  • Architecture Roadmap
    Roteiro da arquitetura
    Fase E

    A lista dos pacotes de trabalho que realizam a arquitetura alvo ao longo do tempo.

    💡 Roadmap sem plano é desejo. Plano sem roadmap é pressa.

  • Implementation and Migration Plan
    Plano de Implementação e Migração
    Fase F

    O plano detalhado da Fase F, com cronograma, custo e dependências dos projetos.

  • Work Package
    Pacote de trabalho
    Fase E

    Um conjunto de ações com um objetivo, que realiza parte do roadmap.

  • Architecture Contract
    Contrato de arquitetura
    Fase G

    O acordo entre a arquitetura e as equipes de projeto sobre entregas, qualidade e aderência à arquitetura aprovada.

  • Compliance Assessment
    Avaliação de conformidade
    Fase G

    A revisão que compara a solução com a arquitetura aprovada e registra o resultado e as recomendações.

  • Change Request
    Pedido de mudança
    Fase H

    Solicitação de alteração na arquitetura, vinda da implementação ou do negócio. É tratada na Fase H.

  • Architecture Principles
    Princípios de arquitetura
    Fase P

    Regras gerais que guiam as decisões. Cada princípio tem nome, declaração, justificativa (rationale) e implicações.

    💡 Um bom princípio resolve a discussão antes de ela começar.

  • Gap Analysis
    Análise de lacunas

    Compara a base com o alvo em uma matriz para achar o que é novo, o que é eliminado e o que continua.

    💡 Lacuna não é só o que entra. É também o que sai.

  • Business Scenario
    Cenário de negócio
    Fase A

    Técnica para descobrir requisitos: descreve o problema, o ambiente, os objetivos, as pessoas e os resultados mensuráveis.

  • Business Driver
    Direcionador de negócio

    Um fator, interno ou externo, que motiva a organização a mudar, como regulação, concorrência ou expectativa do cliente.

    💡 O driver diz por quê. A meta diz quanto. O princípio diz como decidir.

  • Business Goal
    Meta de negócio

    O que a organização quer alcançar, de forma que dê para medir.

  • Business Principle
    Princípio de negócio

    A regra que orienta as decisões do negócio e, por consequência, as da arquitetura.

  • Capability Assessment
    Avaliação de capacidade
    Fase A

    Avalia o que a organização consegue fazer hoje: capacidades de negócio e de arquitetura, maturidade e desempenho.

  • Business Transformation Readiness Assessment
    Avaliação de prontidão para a transformação
    Fase A

    Avalia se a organização está pronta para mudar: visão, business case, financiamento, patrocínio e pessoas.

    💡 Prontidão baixa não é motivo para parar. É risco para tratar.

  • Risk Management
    Gestão de riscos

    Técnica para classificar, identificar, avaliar e mitigar riscos, medindo o nível inicial e o residual.

  • Initial Level of Risk
    Nível inicial de risco

    O risco antes de qualquer ação de mitigação.

  • Residual Level of Risk
    Nível de risco residual

    O risco que sobra depois da mitigação.

    💡 Mitigar não zera o risco. Ele vira residual e continua no radar.

  • Interoperability Requirements
    Requisitos de interoperabilidade

    Como sistemas e organizações compartilham informação e serviços, nos níveis operacional (de negócio), de informação e técnico.

    💡 Interoperabilidade se define no início, e não na integração.

  • Architecture Trade-off
    Trade-off de arquitetura

    A comparação de alternativas por critérios, como custo, prazo e risco, para justificar uma decisão de forma rastreável.

    💡 Toda decisão troca algo. Boa arquitetura registra o que aceitou perder.

  • Architecture Governance
    Governança de arquitetura

    A gestão e o controle das práticas de arquitetura. Tem três partes: processos, conteúdo e organização.

  • Architecture Board
    Conselho de arquitetura

    O órgão que supervisiona a implementação da estratégia de governança: base para decisões, consistência, metas e conformidade.

    💡 Decisão sem registro é só opinião.

  • Architecture Compliance
    Conformidade de arquitetura

    A medida de quanto uma implementação segue a arquitetura aprovada.

  • Dispensation
    Dispensa

    Uma exceção formal, temporária e registrada à conformidade.

    💡 Dispensa é exceção com prazo. Sem prazo, vira regra.

  • Architecture Capability
    Capacidade de arquitetura

    A estrutura de pessoas, processos, papéis e ferramentas que permite executar arquitetura de forma sustentável.

  • Architecture Capability Framework
    Framework de capacidade de arquitetura

    Reúne os componentes da capacidade: board, compliance, contratos, governança, modelos de maturidade e skills framework.

  • Maturity Model
    Modelo de maturidade

    Uma escala para medir a capacidade, de práticas pontuais até melhoria contínua.

  • Skills Framework
    Framework de competências

    Define papéis, competências e níveis de proficiência da equipe de arquitetura.

  • Capability-Based Planning
    Planejamento por capacidades

    Planeja os investimentos a partir do que o negócio precisa saber fazer, e não de uma lista de projetos.

    💡 Projeto responde o que comprar. Capacidade responde para quê.

  • Business Capability Map
    Mapa de capacidades de negócio

    A visão das capacidades da organização, agrupadas por área. Com um mapa de calor, mostra onde investir.

    💡 Capacidade é o que o negócio sabe fazer, e não onde nem com quê.

  • Heat Map
    Mapa de calor

    Colore as capacidades por importância e prontidão. Vermelho é a capacidade importante que ainda não está pronta.

  • ADM Iteration
    Iteração do ADM

    Um ciclo menor sobre parte da roda. Itera-se voltando só ao que mudou, e não recomeçando do zero.

  • Iteration Cycles (Context, Definition, Transition Planning, Governance)
    Tipos de iteração do ADM

    Contexto (Preliminar e A), Definição (B a D), Planejamento da transição (E e F) e Governança (G e H).

  • ArchiMate
    ArchiMate

    Linguagem de modelagem padronizada da The Open Group para desenhar arquitetura em camadas. Complementa o TOGAF: método de um lado, linguagem do outro.

    💡 Método e linguagem não competem. Eles se completam.

  • The TOGAF Standard, 10th Edition
    O TOGAF Standard, 10ª edição

    O padrão da The Open Group, organizado em conteúdo fundamental (conceitos, ADM, técnicas, aplicação, conteúdo e capacidade) e guias da série.

  • The Open Group
    The Open Group

    O consórcio global, neutro quanto a fornecedor, que mantém o TOGAF e aplica as provas de certificação.

  • TOGAF Enterprise Architecture Foundation (Part 1)
    Foundation (Parte 1)

    A primeira parte da certificação: mede conceitos e terminologia, em questões de múltipla escolha. A prova é em inglês.

    💡 Confirme formato, nota de corte e idiomas na página oficial antes de agendar.

  • TOGAF Enterprise Architecture Practitioner (Part 2)
    Practitioner (Parte 2)

    A segunda parte: mede a aplicação do conhecimento, com questões baseadas em cenários.

Material independente, não oficial nem endossado pela The Open Group. As definições são explicações próprias, e não o texto do padrão. Para a redação oficial, consulte o TOGAF Standard.